Outubro Rosa: como realizar o autoexame em casa?

Outubro é um mês dedicado internacionalmente à prevenção do câncer de mama. Segundo o Instituto Nacional do Câncer, esse é o segundo tipo de tumor que mais acomete as mulheres. Mas quando descoberto no início, a doença tem 90% de chances de cura, além de possibilitar um tratamento menos agressivo. O tumor pode se manifestar através de um nódulo no seio, alterações na pele da mama com um aspecto de casca de laranja, surgimento de um "caroço " na axila, lesão ou a saída de um líquido (sangue ou água límpida) pelo mamilo.

Levando em conta essas mudanças, a médica aponta que o autoexame é um ótimo aliado para que a mulher tome consciência do seu corpo, conheça sua mama, entenda quando elas estão normais e saiba identificar quando ocorre alguma mudança. É importante que essa observação seja feita uma vez ao mês, preferencialmente na semana após o término do ciclo menstrual, pois no período pré e durante a menstruação, as mamas ficam doloridas. Mulheres de todas as idades podem fazer esse processo. Uma boa opção é incluir o autoexame na sua rotina de autocuidado! Nossa dica é que seja em um momento só seu, como por exemplo, a hora do banho. Em pé mesmo, com o corpo molhado e com as mãos ensaboadas, coloque a mão esquerda atrás da nuca e mantenha o cotovelo apontado para cima.

Feito isso, utilize a mão direita para apalpar e sentir a axila e a mama esquerda. Você pode iniciar com movimentos circulares que começam no mamilo e crescem até cobrir o seio. Depois, pode apalpar em linha reta em direção ao mamilo. Faça também movimentos de linhas retas para cima e para baixo e, para finalizar, pressione o mamilo suavemente para observar se existe saída de líquido. Não se esqueça de repetir esse processo na outra mama.

Caso encontre alguma anormalidade, mantenha a calma e procure um médico ginecologista ou mastologista. Nem sempre uma irregularidade é indicativo de câncer. Da mesma forma que a ausência de alterações pode passar a falsa impressão de que está tudo bem e atrasar seus exames de rastreamento. Esse é o único exame de imagem que demonstrou uma queda de 30% na taxa de mortalidade pela doença. Por isso, é recomendado fazer um acompanhamento com um ginecologista ou mastologista periodicamente.



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